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Águas Vermelhas e São João do Paraíso lideram o desmatamento da Mata Atlântica em MG

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançam nesta quarta-feira (13) o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, que traz um panorama da situação da cobertura vegetal do bioma no estado de Minas Gerais. No período avaliado, entre 2015 e 2016, 184 municípios mineiros apresentaram supressão de mata nativa, com a perda de 7.410 hectares (ha) de florestas nativas, área equivalente a 7.410 campos de futebol.

Localizado no norte de Minas Gerais, Águas Vermelhas lidera o ranking de desmatamento na região após suprimir 753 ha de florestas naturais. Na sequência estão São João do Paraíso, responsável pelo desmate de 573 ha, Jequitinhonha, com 450 ha, Curral de Dentro, com 389 ha, e Montalvânia, com 238 ha.

Segundo Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, é lamentável que os municípios do Estado ainda permitam o desmatamento. “A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do país, restam somente 12,4% da área original. Um total de 72% da população brasileira vive na Mata Atlântica, assim como mais da metade dos animais ameaçados de extinção do país. Ao desmatar, estamos prejudicando nosso próprio bem-estar e qualidade de vida”, afirma ela.

O estudo, que conta com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, traz também o ranking geral de desmatamento nos 17 estados contemplados pela Mata Atlântica.

Informações detalhadas sobre a situação dos 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica podem ser encontrados no site ‘Aqui Tem Mata’, que oferece uma busca personalizada por meio de mapas interativos e gráficos sobre o estado de conservação de florestas, mangues, restingas e outras áreas naturais do bioma. “Este aplicativo foi produzido para contribuir com as atividades de pesquisa, educação ambiental e mobilização. Qualquer pessoa pode ter acesso e conhecer o histórico da situação da Mata Atlântica local e ajudar a defendê-la”, afirma Flavio Ponzoni, pesquisador e coordenador do Atlas pelo INPE.

Fonte: BHAZ