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Chuva que causou destruição deve se repetir nesta sexta-feira em Minas

Um furacão parecia ter passado por Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, na manhã dessa quinta-feira (30), tamanho os efeitos provocados pela chuva de quarta-feira. Foram 15 minutos de água caindo e ventos de 70 km/h, suficientes para derrubar árvores, abrir crateras no asfalto, arrancar telhados, alagar unidades de saúde e formar montanhas de gelo de pedras de granizo. Em Caeté, na mesma região, o temporal não durou nem dez minutos, mas destruiu as casas de centenas de moradores, que perderam tudo, do colchão de dormir ao material escolar das crianças. Uma força-relâmpago da natureza que deve se repetir nesta sexta-feira (1)  e ao longo de um dezembro com chuvas acima da média, de acordo com a previsão de especialistas.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de tempestade para esta sexta-feira (1) na capital e região metropolitana e em boa parte do Estado, principalmente na Zona da Mata, Triângulo e região Oeste. As chuvas podem variar de 30 a 100 mm por dia, com rajadas de vento de 60 a 100 km/h e queda de granizo. Como aconteceu nessa quarta-feira (29), há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
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O Instituto TempoClima, da PUC Minas, também confirma o alerta. “A previsão é de mais pancadas rápidas de chuva na região metropolitana, Oeste, Zona da Mata e Triângulo, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento”, alertou o meteorologista Claudemir Félix. O temporal da última quarta-feira provocou estragos também em Pedro Leopoldo e Betim.

Esse tipo de temporal é comum nessa época do ano, segundo especialistas. O meteorologista Heriberto dos Anjos explicou que o agravante da quarta-feira foi a chamada “chuva convectiva”. “Houve a formação de dois núcleos (de nuvens) fortes que atingiram a região metropolitana praticamente simultaneamente, sendo um na região de Brumadinho, Betim, Ribeirão das Neves e parte de Esmeraldas, e o outro sobre os municípios de Santa Bárbara, Rio Acima, Itabirito e Caeté”, detalhou.

Em fenômenos como esse, não é preciso nem chover muito para que os estragos sejam de grandes proporções. Na quarta-feira, a chuva em Caeté não passou de 45 mm.

Dezembro. O TempoClima estima que dezembro deve manter a média de 319 mm na região metropolitana. Já a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) calcula que a chuva deve se manter acima da média em maior parte do Estado nesse período chuvoso, especialmente em dezembro e janeiro. As temperaturas também ficarão dentro ou abaixo da média em todas as regiões mineiras.

Até agora, ao menos oito cidades decretaram situação de emergência neste ano em decorrência da chuva, incluindo nessa quinta-feira (30) Caeté e Ribeirão das Neves. (Com José Vitor Camilo)

Cuidados. Em caso de temporal, não se abrigue debaixo de árvores e não estacione veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda. Desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

SAIBA MAIS

Abrangência. O alerta do Inmet abrange todo Estado, com destaque para Belo Horizonte, região metropolitana, Triângulo Mineiro, Zona da Mata, Rio Doce e região Oeste.

Defesa Civil. A Defesa Civil do Estado, em seu boletim diário, também prevê uma sexta-feira com nebulosidade e pancadas de chuva em Minas. Na capital, a previsão é de dia parcialmente nublado a nublado, com possibilidade de pancadas de chuva.

Pancadas. Nas demais regiões, o órgão prevê variação de nebulosidade com possibilidade de chuvas isoladas, especialmente à tarde.

 Fonte: O Tempo